Chupeta, vilã ou aliada?

Conhecida como aliada na tarefa de acalmar os bebês e vilã para os profissionais da saúde, a chupeta tem sido assunto recorrente nos consultórios. Existe uma verdade absoluta? A chupeta realmente faz mal para o bebê/criança? Qual é a forma de lidar com essa situação?

É comum usar esse artifício para acalmar o bebe – já que ele não se comunica claramente. Os resmungos, gritos e choros são a forma que ele tem para expressar o que sente. Ao usar a chupeta, a reclamação acaba, mas nem sempre o problema pode ser sido solucionado. É preciso observar e conhecer o seu filho, dessa forma os pais tem mais autonomia e segurança no cuidado com ele. A ideia de oferecer a chupeta para cessar o choro pode ‘calar’ o bebê e nem sempre ele pode estar confortável.

A partir dos 18 meses (1 ano e meio), há problemas com a saúde oral – quando ocorre o uso excessivo da chupeta. O uso desse tipo de objeto tem prós e contras, mas é importante ressaltar o cuidado com os pequenos. Uma criança, por exemplo, que aos 7 ou 8 anos de idade ainda usa chupeta – e tem a fala completa-, pode mascarar algum desconforto ou ansiedade que ela não sabe como lidar. É um mecanismo de defesa para ‘silenciar’ angústias, no futuro quando não bem trabalhada, essa satisfação oral pode ser substituída pela bebida, comida ou até mesmo o cigarro.

Nesse momento de transição, o acolhimento afetivo da família é essencial, já que o uso da chupeta pode aparecer pontualmente em algumas situações, como por exemplo: mudanças familiares, a chegada de um novo irmão, entrada em uma nova escola e etc. O recomendado é auxiliar a criança a identificar e solucionar o problema, a chupeta funciona como uma ‘distração’. Dessa forma, perdendo a função psíquica, a criança passa a abandona-la.
O papel dos pais é fundamental durante essa transição. É essencial entender que o seu bebê está crescendo. A chupeta está ligada com a busca do conforto e segurança que os pais tem a oferecer. Assim como o desfralde – quando a criança troca a fralda pela cueca ou calcinha-, o período de largar a chupeta também pode ser comemorado como um marco para a criança.

A dica é: mude aos poucos. Novos hábitos precisam de um tempo para serem absorvidos. Comece tirando por longos tempos e esquecendo a chupeta em casa durante um passeio. Limite o tempo para a hora do sono ou para um período de muito estresse, por exemplo.

About the author: Dr. Rodrigo Felgueira

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